04 Fevereiro 2006
voltando do coma...
não tem havido muito tempo para estas coisas, como já devem ter reparado. já lá vão 3 meses desde a última palavrinha. inacreditável...
ironicamente volto à carga com o mesmo assunto. o imago. nem cheguei a dissecar o 2005 e já avanço para o 2006. a verdade é que há algo que não pode passar em claro e aproveito para lançar já a primeira pedra. dave mckean vai estar presente. retrospectiva integral dedicada este senhor da ilustração e braço direito do excelente neil gainman.
só espero que se lembrem do mirrormask.
vão lá ao site e descubram o resto por vocês próprios.

22:48 Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail
voltando do coma...
não tem havido muito tempo para estas coisas, como já devem ter reparado. já lá vão 3 meses desde a última palavrinha. inacreditável...
ironicamente volto à carga com o mesmo assunto. o imago. nem cheguei a dissecar o 2005 e já avanço para o 2006. a verdade é que há algo que não pode passar em claro e aproveito para lançar já a primeira pedra. dave mckean vai estar presente. retrospectiva integral dedicada este senhor da ilustração e braço direito do excelente neil gainman.
só espero que se lembrem do mirrormask.
vão lá ao site e descubram o resto por vocês próprios.

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06 Outubro 2005
Alex, chick... are you on speeds?
imago, dia 6. e está tudo a correr como esperado. não fossem as parvas campanhas partidárias e diria que o ambiente no fundão está perfeito. as sessões não enchem mas estão bem compostas. há por aí alemães, espanhóis, ingleses. há gente que veio de lisboa, do porto, do algarve. uns acampam, outros acomodam-se no hotel. ao que parece, está tudo a gostar. aqui, vai tudo ser feliz. quanto aos filmes, há belas surpresas. inglaterra está bem representada, bem como a américa do sul (e as geniais produções conaculta) ou a coreia. há curtas-metragens do caraças, principalmente na competição internacional. no campo da música, os musgo estiveram muito bem e os norton (plays indie rock on film) deram um espectáculo interessante no casino fundanense, que gostei particularmente. por outro lado, ao que parece, os golden pistolas foram um fracasso (o público ainda estava todo a perguntar pela sua mente), talvez acusando a responsabilidade de substituir os dezperados, que não puderam estar presentes. hoje há namosh e alex, das chicks on speed, o que me leva a estar bastante curioso. levantem já esse cu calejado do sofá e venham ao interior ver todas estas coisinhas boas.
19:00 Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail
03 Outubro 2005
Imago, film (and music) fest.
erlend oye. tudo bem que já tinha visto o ryan, que gostei do walking musicado, que curti mesmo o filme do rené clair, da orquestra e do coro... mas erlend oye, ao vivo, acústico... foi bom. muito mesmo. encheu as medidas. os old jerusalem também estiveram bem e só tenho pena de não ter assistido ao "the singing dj", muito por culpa do espaço sobrelotado.
este foi o primeiro dia, em traços gerais. hoje, dia 2, decorreram as duas primeiras sessões competitivas, a internacional e a under 25. nota-se qualidade, embora seja muito cedo para tirar conclusões.
há também que dizer que o heineken open space é um mimo e que a direcção está de parabéns. resta esperar pelos próximos dias... as expectativas estão altas, é certo.
00:55 Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail
21 Setembro 2005
As incríveis aventuras...

já há novidades em relação à aventura do pato profissional. chama-se nicolau breyner e está confirmado no papel de dog mendonça, investigador do oculto. digam o que disserem, parece-me uma escolha acertada. veremos se a direcção de actores corresponde às expectativas. confirma-se também a co-produção com a arfilm productions inc, para efeitos especiais. venha lá 2007... o site oficial em www.dog-pizzaboy.com.
15:31 Permalink | Comentários (1) | Enviar por e-mail
16 Agosto 2005
ANY WAY THE WIND BLOWS: tal como a gente, tal como a vida.

promessas são só promessas e a falta de tempo é uma coisa lixada. não voltei no tal domingo, volto agora, atrasado umas boas horas, mas com a pica do costume. não esperem grandes actualizações nos próximos dias, já que o verão não é propício às infinitas horas em frente de um monitor. e também porque os portáteis da tsunami são uma treta e avariam-se com qualquer coisa. e também porque a internet ainda não chegou às aldeias. adiante.
com a vaga de calor que por aí anda é cada vez mais urgente uma pequena brisa que seja, um bom pedaço de vento em plena silly-season. vamos esperar que ele chegue, de uma qualquer forma que seja, desde que não ajude em nada os incêndios que teimam em destruir o verde do nosso país. mas este vento de que vos falo é outro. é um vento infinito, que sopra para onde soprar, permanentemente. chama-se any way the wind blows e é um automático filme de culto, que marca a estreia de tom barman, o vocalista dos deus, na realização. muito mais que uma mera curiosidade para os fãs da banda belga, para onde o vento sopra é um filme que fala por si só, pelo que todo hype gerado à volta do nome de barman era claramente dispensável. o homem quis fazer um filme e conseguiu-o.
narcisista ou não, o certo é que é uma obra bastante pessoal e incrivelmente realista, que nos toca pela simplicidade e pelo acaso, numa autêntica negação ao amigo murphy. é um filme mosaico, mas qualquer comparação com «magnolia» é uma infantilidade. a narrativa em any way the wind blows pode parecer inexistente mas, ao invés disso, é de uma inteligência e criatividade tais que nos toca de uma forma dispersa, tal como os fios do argumento, num anti-clímax geral. tal como o wind-man, o homem do vento. ao fim dos primeiros cinco minutos vão saber o que vos quero dizer com isto.
mas se o filme é uma verdadeira surpresa a todo o momento, sem a mínima hipótese de se adivinhar a cena seguinte, temos de ser justos e confessar que não é uma película fácil para toda a gente. é um caso
bizarro, um ensaio sobre a vida humana, como se uma câmara estivesse apontada a um universo particular, a uma sala fechada com a expressão melting-pots cravada na porta. para uns talvez seja esse o maior problema, o facto de não existirem rédeas nem barreiras, numa liberdade total característica do ser humano, que a certa altura é capaz de nos confundir. porém, talvez seja essa também a maior virtude, a da liberdade, aliada à beleza dos conflitos emocionais que, ora surgem, ora desvanecem, próprios da sociedade de hoje (e de sempre), embora retratados de uma forma extremamente metafórica e melodiosa.
notável, pela sua leveza e grandeza. como a vida, numa dança épica e aleatória, que voa para onde quer que o vento sopre.
(texto editado e originalmente publicado na revista maiszoom, agosto 2005)
17:00 Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail
05 Agosto 2005
Uma pausa para...

19:05 Permalink | Comentários (1) | Enviar por e-mail
04 Agosto 2005
Cinema português: futuro, procura-se.
confesso que sou um fã, não do filme, mas do trabalho realizado em i'll see you in my dreams. acho incrível o esforço e dedicação do filipe melo e dos demais, da recente produtora o pato profissional. conseguiram não só iniciar o género de terror no nosso país (tardou mais foi) como projectar a curta a nível internacional, arrecadando prémios em 12 festivais de cinema. os responsáveis pelo pato profissional definem o seu objectivo como "contar histórias pouco usuais a que o público português não esteja habituado". começaram bem e agora têm um novo desafio. chama-se as incríveis aventuras de dog mendonça e pizzaboy. desta vez com filipe melo na realização, ainda que com a ajuda de pablo parés, o filme será uma mescla de uma série de influências, inclusive do mundo da bd. o enigma da pirâmide, gremlins ou big trouble in little china, de john carpenter, servem também de inspiração para esta longa-metragem de aventuras a estrear em 2007.
uma visita pelo site oficial do projecto só nos deixa com água na boca. de facto, e a comprovar pelo aspecto dos desenhos e pela sinopse disponível, o filme será levado bem a sério e andará por caminhos bem apetecíveis. resta agora saber os escolhidos para a interpretação para avaliar até que ponto isto será um caso sério. para já, estou entusiasmadíssimo com a ideia.
23:20 Permalink | Comentários (2) | Enviar por e-mail
The horror... the horror...
sempre pensei que shaun of the dead fosse uma banhada. a última comédia inglesa que tinha visto era sobre futebol e deixou-me num estado de completo desprezo. por "recomendação" de um dos meus blogs preferidos, o zombie comeu o meu blog, vi então esta comédia romântica... com zombies. fiquei descansado porque pensei que já não era possível fazer filmes com piada. o argumento é excelente e simon pegg é humor em estado puro. uma delícia.
ao que parece já há uma resposta americana para shaun of the dead. chama-se dead and breakfast e é também um falso série b com misturas alarves de sangue com humor. e tem david carradine, o que torna tudo ainda mais interessante. pelo menos o trailer está convidativo.

18:50 Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail
LAST LIFE IN UNIVERSE: tu sabes que a vida é e sabes que a vida passa
tão poucas vezes me senti extasiado durante um filme. o tal limbo entre perfeição e a loucura, entre o real e o onírico. aconteceu com last life in universe. é um filme do outro mundo. extremamente belo, de argumento e de aspecto, o filme sul-coreano de pen-ek ratanaruang com fotografia de christopher doyle, é uma ode moderna ao suicídio, é tão premissa como conclusão, é um desenlace e um impasse. fantástico a todos os níveis, este filme deambula constantemente entre dois pólos, tanto avança como recua, hipnotizando o espectador numa expectativa permanente. e na memória, penso que para sempre, a nota de suicídio. this is bliss.
dos melhores que vi este ano.
00:20 Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail
03 Agosto 2005
THE HIRE: don't try this with your own bmw.

bmw films. perseguições, stunts, e estilo... muito estilo. é assim the hire, uma colecção de 8 curtas-metragens produzidas pela bmw e protagonizadas por clive owen. à primeira vista, olhei para isto como algo digno do jerry bruckheimer mas, surpresa das surpresas, enganei-me. quando soube que o fincher estava por detrás disto, tive que ver. tinha duas opções, fazer o download directamente do site do projecto ou encomendar o dvd, em ntsc, com o pagamento dos portes. fiz o download, na definição máxima, com a gula a roçar no tecto, e não me arrependi.
john frankenheimer (ronin), ang lee (hidden tiger crouching dragon), wong kar-wai (in the mood for love), guy ritchie (snatch), iñárritu (21 gram), john woo (face/off), joe carnahan (blood, guts, bullets and octane) e tony scott (man on fire). foram estes os senhores convidados para realizar as 8 curtas e, diga-se de passagem, estiveram todos muito bem. mas atenção que isto não são só tiros e explosões. isto tem matéria, lógica e conteúdo, tem cabeças por detrás. se por um lado temos o ritmo alucinante de woo, do outro temos a harmonia de lee, ou o humor de ritchie, ou o realismo de iñárritu. cada premissa é genial e, além do mais, é suportada por uma cadência caótica, um twist inesperado ou uma irreverência perfeita. e temos também um clive owen no lugar, mostrando que, pelo menos em hollywood, é um actor do caraças.
é, sem dúvida alguma, uma colecção de curtas a não perder. e se puderem vejam também o driving techniques e o making of. fantástico.
22:05 Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail
01 Agosto 2005
OLDBOY: a vingança serve-se a quente
eu sei que sou um chato nestas coisas mas há dois filmes que estrearam pós-2000 que são geniais. um deles é oldboy, uma autêntica obra-prima, daquelas que deviam ser obrigatoriamente projectadas no ensino básico como acompanhamento intelectual do aluno. ok, não iremos tão longe. ainda assim, oldboy, o filme sul-coreano de chan-wook park, é imperdível para qualquer cinéfilo e tem o carimbo de qualidade do cinema asiático. o filme conta a história de dae-su, que é raptado e mantido em cativeiro durante 15 anos, sem nunca saber o porquê de tal situação. uma vez libertado, dae-su tem como objectivo... a vingança, pois claro.
choi min-sik, o actor principal, tem um desempenho capaz de envergonhar um bom número de estrelas de hollywood, com aquele olhar desesperado de quem é capaz de tudo para saber a verdade. chan-wook park, o realizador, delicia-nos com uma vasta gama de cenas geniais, todas elas planeadas até ao mínimo pormenor, mostrando à máquina-de-fazer-milhões o que é pura arte.
e se estão à espera de "apenas" porrada da boa, enganem-se. é muito mais que isso. negro, belo e brutalmente visceral, uma autêntica tragédia sobre a obsessão humana, que prende o espectador com um arrebatador poder visual e com um narrativa do outro mundo. no fundo, oldboy é um épico gigantesco, um thriller negro e um drama intenso, contendo algumas apetitosas doses de humor e que gira em torno do sentimento humano mais abordado no cinema: o amor. mas, como nem tudo são rosas, sabe-se já que o filme vai passar pelo habitual processo de filtragem americano. ou seja, vai ter um remake em 2006.
(texto editado e originalmente publicado na revista maiszoom, junho 2005)
19:15 Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail
(re)começa assim...

o estúdio um era um antigo cinema das caldas da rainha, por sinal o primeiro. nunca lá fui. era miúdo demais. mas aquela sala ficou-me sempre atravessada na garganta e sempre que passo diante daquele prédio em ruínas e vejo aqueles posters dos anos 80 ainda colados sinto-me nostálgico. afinal de contas, gosto demasiado de cinema para nunca lá ter ido. azar, passemos à frente. havia também o delta, que ainda há, sobrevivendo à custa dos blockbusters, mas não é a mesma coisa. portanto, o meu cinema andou sempre limitado à tv, ao video, ao computador e ao dvd. foi uma chatice do caraças porque ainda hoje pago essa factura que é tentar pôr um século de filmes em dia.
o estúdio um foi também um blog que tive (dos 547 que já abri e já fechei) pertencente a uma coisa chamada abcine, associação de blogs de cinema que, obviamente, acabou por morrer. o tempo é um inimigo comum. nesse blog escrevi sobre filmes, ainda na fase inicial, sem bagagem quase nenhuma. muito mudou desde então. gosto de falar sobre filmes quase tanto como gosto de os ver. infelizmente, ou não, aprendi a odiar a crítica genérica e padrão, as estrelinhas, as percentagens. gosto dos textos, dos pontos de vista e sou um fã da crítica freestyle.
é um bocado isso que vou tentar fazer aqui, sempre que haja algum tempo, não por obrigação mas por prazer. e também por registo. pelo meio esperem também algumas notícias e trailers, como é costume nestas andanças.
18:35 Permalink | Comentários (0) | Enviar por e-mail

